Exportação de trigo argentino deve cair

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Exportação de trigo argentino deve cair

Estimativas de periódicos argentinos indicam que as exportações de trigo para o ano comercial de 2018/2019 devem fechar em 13,6 milhões de toneladas, ou seja, 600 mil toneladas do que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) havia previsto anteriormente em um de seus relatórios. Além disso, os periódicos concordam com a estimativa oficial de produção de trigo do USDA de 19,5 milhões de toneladas.

“Devido aos efeitos do clima seco no sudeste de Córdoba e no sudoeste de Santa Fé, além do granizo no início de outubro, esperamos que os rendimentos sejam menores do que os projetados em setembro, quando a maioria dos campos de trigo em todo o país estavam em muito boas condições. A maioria dos analistas estava esperando uma produção de 20 a 21 milhões de toneladas. Atualmente, a maioria das projeções dos contatos varia entre 19,0 e 19,5 milhões de toneladas”, informa o Departamento.

No início de setembro de 2018, o governo argentino aplicou impostos sobre todas as exportações, as chamadas retenciones, para arrecadar receita, ao mesmo tempo em que uma forte desvalorização proporcionou aos exportadores um impulso na competitividade. Para o USDA, o novo esquema de impostos de exportação é diferente do que estava em vigor nas safras passadas.

 “A maioria das commodities a granel pagará um imposto de 4 pesos argentinos por US $ 1 em dólares americanos do valor da exportação, enquanto a maioria dos produtos de valor agregado pagará 3 pesos argentinos por dólar. Em termos percentuais, o imposto de exportação para o trigo é de aproximadamente 10,5% e 8,0% para a farinha de trigo, com base na taxa de câmbio atual”, diz o texto.

Além disso, a produção argentina de milho para o ciclo 2018/2019 está prevista em 41,5 milhões de toneladas, 500 mil toneladas acima do que previu o USDA, devido a um aumento na área colhida. Nesse cenário, a produção de arroz para a próxima safra está projetada em 1,22 milhões de toneladas (base bruta), 80 mil toneladas abaixo do USDA.

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